Em resumo
A elevação de pernas combina flexão de quadril com controle abdominal para impedir que a pelve e a lombar sejam arrastadas pela alavanca das pernas. Quanto mais estendidos os joelhos e mais longe os pés ficam do quadril, maior a exigência. É indicada para quem consegue elevar as pernas sem transformar a descida em hiperextensão lombar ou balanço. A fase final acrescenta rotação da pelve, portanto a amplitude deve ser menor do que numa elevação de pernas puramente frontal. A trajetória guiada reduz a demanda de equilíbrio, mas não corrige automaticamente uma amplitude ou carga mal escolhida.
Músculos trabalhados
| Papel |
Músculos |
| Principal |
Iliopsoas, reto femoral |
| Auxiliares |
Reto abdominal, sartório |
| Estabilizadores |
Transverso do abdome, oblíquos, estabilizadores escapulares quando suspenso |
Preparação
- Ajuste banco, encostos, apoios e travas para que as articulações fiquem alinhadas com a trajetória da máquina.
- Comece com resistência baixa e faça uma repetição de teste para conferir amplitude, folgas e partes móveis.
- Antes de começar, organize costelas, pelve e apoios e confirme que consegue respirar sem perder a posição.
- Faça a primeira repetição em amplitude menor; só aumente o curso se não houver dor, tranco ou perda de alinhamento.
Execução
- Organize a pelve e crie tensão abdominal antes de tirar as pernas da posição inicial.
- Eleve as pernas em trajetória controlada, mantendo joelhos na angulação prevista pela variação e evitando impulso.
- No alto, aproxime ligeiramente a pelve das costelas quando a variação incluir elevação de quadril; não use balanço do tronco.
- Desça devagar até o limite em que ainda consegue impedir que a lombar arqueie ou que o corpo comece a oscilar.
Respiração
Expire durante a fase de maior esforço e encurtamento e inspire no retorno controlado. A expiração ajuda a organizar as costelas e a parede abdominal; inspirar profundamente justamente no ponto de maior fechamento pode limitar a amplitude. Evite prender o ar por muitas repetições seguidas, principalmente quando a série é longa.
Erros comuns
| Erro |
O que causa |
Correção |
| Balançar o corpo |
Usa impulso e reduz o controle do quadril e do abdome |
Comece de posição imóvel e encerre a série quando surgir oscilação |
| Descer demais |
Aumenta a alavanca além do controle e arqueia a lombar |
Limite a amplitude ao ponto em que a pelve permanece estável |
| Dobrar e estender os joelhos sem critério |
Muda a dificuldade a cada repetição |
Escolha uma alavanca e mantenha-a durante a série |
| Subir depressa e cair na volta |
Elimina o controle excêntrico |
Use 2 a 3 segundos na descida |
Segurança
A coluna lombar e a articulação sacroilíaca são as mais exigidas aqui, pois a rotação combinada com a elevação de pernas cria torque na base da coluna, especialmente perigoso para quem tem histórico de dor sacroilíaca ou hérnia discal lateral. Essas pessoas devem reduzir a rotação e trabalhar primeiro a elevação de pernas sem torção antes de somar o componente rotacional. O sinal de alerta é uma dor localizada na lateral da lombar ou na região da bacia durante a fase de giro. Progrida a carga ou a amplitude de rotação somente quando o movimento sair fluido, sem travas na virada do quadril.
Variações
| Variação |
Quando usar |
| Mais fácil |
Elevação de joelhos com menor amplitude |
| Mais difícil |
Pernas estendidas, pausa no topo ou elevação adicional da pelve |
| Sem o equipamento |
Elevação de pernas deitado no solo |
Como programar
| Objetivo |
Séries × repetições |
Descanso |
| Força |
3 a 5 × 6 a 10 |
90 a 150 s |
| Hipertrofia |
3 a 4 × 8 a 15 |
60 a 90 s |
| Resistência |
2 a 4 × 15 a 25 |
45 a 75 s |