Em resumo
Remada Fechada no Smith enfatiza latíssimo do dorso, romboides e trapézio médio dentro de um padrão que exige controle da trajetória e estabilidade. A variação com máquina muda apoio, alavanca e forma de progressão, por isso a carga deve ser escolhida pela qualidade da execução. É indicada para quem consegue manter o mesmo movimento do início ao fim da série sem recorrer a balanço.
Músculos trabalhados
| Papel |
Músculos |
| Principal |
Latíssimo do dorso, romboides e trapézio médio |
| Auxiliares |
Deltoide posterior, bíceps e braquial |
| Estabilizadores |
Core, manguito rotador e eretores da coluna |
Preparação
- Regule banco, apoio e eixo da máquina para que a articulação principal fique alinhada ao pivô e sem pinçamento.
- Organize postura, apoios e posição das escápulas antes da primeira repetição.
- Faça uma repetição de teste com pouca resistência para confirmar amplitude confortável e simétrica.
- Defina previamente o ponto final do movimento para não ampliar a trajetória apenas para completar repetições difíceis.
Execução
- Fixe o tronco e inicie a puxada com o ombro organizado.
- Leve o cotovelo para trás sem erguer o peito para encontrar a carga.
- Pare quando a escápula retrair sem o ombro rodar para frente.
- Retorne em 2 a 3 segundos, permitindo alongamento controlado.
Respiração
Inspire no retorno e expire ao vencer a resistência. Mantenha a respiração contínua; se precisar prender o ar por muitas repetições, reduza a carga ou a duração da série.
Erros comuns
| Erro |
O que causa |
Correção |
| Usar carga acima do controle |
A amplitude encurta e aparecem compensações |
Reduza a resistência até repetir a mesma trajetória |
| Acelerar o retorno |
Perde tensão e aumenta o tranco |
Controle a volta por 2 a 3 segundos |
| Compensar com o tronco |
Muda o exercício e mascara falta de força |
Trave a base e encerre a série quando precisar balançar |
| Forçar amplitude |
Pode gerar pinçamento sem benefício extra |
Use a maior amplitude confortável |
Segurança
A pegada fechada nesta remada concentra torque no punho e no cotovelo, já que a barra do Smith trava a trajetória e obriga a articulação a compensar qualquer desalinhamento do trajeto fixo; quem tem epicondilite ou dor no punho em pronação deve abrir a pegada ou trocar de exercício. O sinal de alerta é dor pontual na parte interna do cotovelo ao puxar a barra rente ao corpo, o que indica excesso de rotação interna no antebraço. Progrida a carga apenas quando conseguir puxar a barra até o abdômen sem elevar os ombros em direção às orelhas.
Variações
| Variação |
Quando usar |
| Mais fácil |
Remada com apoio de peito |
| Mais difícil |
Pausa no final da puxada |
| Sem o equipamento |
Remada invertida |
Como programar
| Objetivo |
Séries × repetições / duração |
Descanso |
| Força |
3 a 5 × 4 a 8 |
90 a 180 s |
| Hipertrofia |
3 a 4 × 8 a 15 |
60 a 90 s |
| Resistência |
2 a 4 × 15 a 25 |
30 a 60 s |