Em resumo
Na rosca arrastada, os cotovelos recuam enquanto a barra ou cabo sobe próximo ao tronco. Isso reduz a tendência de elevar a carga para frente e muda a distribuição de esforço sobre o bíceps. A trajetória deve ser deliberada; se o ombro for projetado para frente ou o tronco balançar, a característica da variação se perde.
Músculos trabalhados
| Papel |
Músculos |
| Principal |
Bíceps braquial |
| Auxiliares |
Braquial, braquiorradial |
| Estabilizadores |
Flexores do punho, deltoide anterior, estabilizadores da escápula |
Preparação
- Ajuste banco, cabo, barra ou carga para começar com cotovelos em posição estável. Segure com punho alinhado ao antebraço e escolha uma carga que permita completar a amplitude sem deslocar ombros ou tronco.
- Na polia, alinhe o cabo com a trajetória do movimento e confirme que a pilha não encosta no fim do curso.
- Antes da primeira repetição, faça um ensaio com pouca resistência para confirmar amplitude, alinhamento e trajetória sem compensações.
- A diferença desta ficha está na combinação entre a posição descrita no nome e o tipo de resistência; mantenha essa característica em vez de transformar o exercício em uma versão genérica.
- Na rosca arrastada, a barra sobe rente ao tronco enquanto os cotovelos recuam; não leve a carga para a frente como numa rosca direta comum.
Execução
- Comece com o cotovelo estável e o ombro organizado.
- Flexione o cotovelo levando a carga para cima sem projetar o ombro para frente.
- Contraia no topo sem deixar o punho dobrar nem perder a posição do braço.
- Desça lentamente até alongar o bíceps dentro da amplitude confortável, sem soltar a carga.
- Repita mantendo a mesma amplitude e o mesmo ritmo; quando precisar mudar a trajetória para completar a repetição, encerre a série ou reduza a resistência.
Respiração
Expire durante a subida e inspire na descida. A respiração deve continuar natural mesmo nas últimas repetições; prender o ar e balançar o tronco geralmente indica carga acima do que a variação permite controlar.
Erros comuns
| Erro |
O que causa |
Correção |
| Balançar o tronco |
Usa quadril e lombar para vencer a carga |
Reduza o peso e estabilize a base |
| Cotovelo viajar demais |
Muda o braço de alavanca e tira tensão do alvo |
Mantenha o cotovelo próximo da posição inicial |
| Punho dobrado |
Transfere esforço para a articulação |
Alinhe mão e antebraço |
| Soltar a descida |
Perde a fase excêntrica |
Desça em 2 a 3 segundos |
| Deixar a pilha encostar entre repetições |
Remove tensão e muda o ritmo |
Ajuste distância e amplitude para manter o cabo tensionado |
Segurança
O arrasto exige que o cotovelo se mantenha atrás do corpo durante toda a subida, o que aumenta a demanda no tendão distal do bíceps próximo ao cotovelo por manter tensão em ângulo desfavorável. Pessoas com dor crônica na região anterior do cotovelo devem evitar essa variação ou limitar a amplitude até o ponto onde não sintam tração incômoda. O sinal de alerta específico é uma dor em linha reta na frente do cotovelo, diferente da queimação de bíceps, que aparece quando o cotovelo avança para frente em vez de deslizar para trás. Aumente o peso apenas quando conseguir manter o cotovelo atrás do tronco do início ao fim sem perder a trajetória de arrasto.
Variações
| Variação |
Quando usar |
| Mais fácil |
Carga menor e amplitude controlada |
| Mais difícil |
Pausa no topo ou descida de 3 segundos |
| Sem o equipamento |
Rosca com objeto leve e seguro ou isometria com toalha |
Como programar
| Objetivo |
Séries × repetições |
Descanso |
| Força |
3 a 5 × 5 a 8 |
60 a 150 s |
| Hipertrofia |
3 a 4 × 8 a 15 |
45 a 90 s |
| Resistência |
2 a 4 × 15 a 25 |
30 a 60 s |